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Trabalhadores do mundo, uni-vos !

  • Foto do escritor: GARA Nacional
    GARA Nacional
  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura

Vivemos um momento histórico que exige responsabilidade, coragem e, acima de tudo, unidade. As forças de esquerda enfrentam desafios imensos — o avanço do autoritarismo, a crise climática, o genocídio do povo palestiniano, a precarização do trabalho e o aprofundamento das desigualdades sociais. Nenhum coletivo, por mais organizado ou combativo que seja, conseguirá responder sozinho a esta conjuntura.


É urgente unir as forças da esquerda: os coletivos climáticos que lutam pela justiça ambiental, os movimentos antifascistas que enfrentam o crescimento da extrema-direita, os grupos solidários com a Palestina que denunciam o colonialismo e o apartheid, as organizações de trabalhadores e trabalhadoras que combatem a exploração. Todas estas lutas estão interligadas. Todas fazem parte de um mesmo combate contra um sistema que oprime, divide e explora.


Devemos combater com firmeza o divisionismo e o sectarismo que tantas vezes fragilizam o nosso campo político. Divergências estratégicas são naturais e fazem parte do debate democrático. Mas transformar diferenças em fragmentação permanente só fortalece os nossos adversários. Precisamos de uma cultura política baseada no diálogo, no respeito mútuo e na construção coletiva.


Enquanto coletivo antifascista, reafirmamos o nosso compromisso de ser uma ponte entre os diferentes movimentos e organizações. Queremos contribuir para aproximar lutas, criar espaços de articulação e fomentar convergências programáticas e práticas. O antifascismo, para nós, não é apenas a resposta à extrema-direita nas ruas; é também a defesa de um projeto popular, solidário e emancipador.


Continuaremos a centrar-nos na luta de classes, pois acreditamos que a raiz das opressões está num sistema económico que privilegia o lucro acima da vida. Mas entendemos igualmente que essa luta só será vitoriosa se for ampla, plural e inclusiva. A unidade não significa uniformidade: significa reconhecer a diversidade das nossas frentes de combate e transformá-la em força coletiva.


Chamamos todas e todos ao reforço de um movimento amplo de esquerda, capaz de articular as lutas sociais, ecológicas e internacionais num horizonte comum de justiça e liberdade. O momento exige maturidade política, generosidade militante e compromisso estratégico. O caminho já foi iniciado por um conjunto de coletivos. Só faltas tu !


Unamos as nossas forças. Organizemo-nos. Construamos, juntos e juntas, a alternativa que o nosso tempo exige !

 
 
 

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